Se tem um país que amo duplamente, pelo lugar e meu namorado, esse é a Dinamarca. Tive o prazer de fazer um tour pelo país no ano passado e… Bom, sou SUPER suspeita, mas posso afimar que é um dos lugares mais interessantes e inspiradores que vi na vida. Aliás, na Europa, é mesmo meu segundo canto favorito EVAH. O país loiríssimo é, para quem não sabe, um dos mais desenvolvidos e felizes do mundo.
Sim, isso mesmo: já fizeram diversas pesquisas e, segundo elas, a Dinamarca abriga os cidadãos mais felizes e satisfeitos do planeta. Isso se deve, é claro, pela alta qualidade de vida e a sensação de que tudo funciona – os dinamarqueses separam 50% dos seus salários para impostos, mas em compensação os sistemas de saúde e educação funcionam quase que perfeitamente. Mas por lá, o que me deixou boquiaberta mesmo foi a comunidade alternativa mais famosa de todos os tempos: Christiania. Como são várias as fotos que fiz e coisas bacanas para mostrar, irei dividir esse post em dois

Esse anão chamado “Nisse” é um símbolo natalino bem tradicional lá na Dinamarca…
Esse bairro, que fica no coração de Copenhagen, nasceu nos anos 70 e vive em conflito com o governo pelo direito de continuar nessa terra que foi doada por eles há anos. São 32 hectares e um título de “experimento social”, como bem rotulou o Parlamento. Lá a regra é bem individual: cada um cuida de sua vida de forma independente, e as questões que afetam a comunidade são discutidas em uma reunião geral. Não existe eleição, nem alguém com mais autoridade que outro morador. Eles constroem e mantém suas casas do jeito que bem entender, seguindo apenas a liberdade criativa deles mesmos. É uma coisa que, juro, só VENDO para começar a se encantar…

Christiania é feita de grafites e bikes feitas por eles mesmos. Hoje, elas são fonte de renda por lá
As drogas fazem sim parte de lá, e são vendidas livremente em ruas como a Pusher Street – a mais movimentada de todas. Mas, ao contrário do que pode parecer, isso não faz deles uma comunidade sem lei: quem não se portar, não vive lá. Se tem uma coisa que os Christianos ODEIAM é o holofote. Tanto que, chegando lá, alguns habitantes fofos te avisam que “em tal e tal lugar” não é bom levar sua máquina, senão o povo fica irritadíssimo e até ameaça pegar o seu memory card para apagar as fotos. Para eles aquilo é sério, a cidade deles, não uma Disney para os visitantes de lugares “normais”.

É nessa caixa verde que as correspondências são deixadas. Já “Badehuset” é a “casa de banho” deles
Minha experiência por lá foi maravilhosa, fiquei completamente apaixonada pelo que vi e senti. Ao me aproximar de um jardim com flores na cor AZUL ROYAL (ainda não descobri o que era aquilo, sem noção!), o morador da casa me gritou lá da varanda chamando a mim e minha sis Mariana para um chá da tarde. Infelizmente a gente estava com pressa, era nosso último dia na Dinamarca, mas a simpatia daquele Christiano me deixou morrendo de vontade de passar TEMPORADAS naquele lugar…

O símbolo de Christiania (bolinhas amarelas no fundo vermelho) está até nessa Tattoo Shop…
Não necessariamente morando (aliás, para ter a chance de morar lá você precisa ser aprovado pela comunidade inteira), mas curtindo os shows de rock ‘n’ roll e a liberdade sem igual. Ah, outra coisa: não importa quem você seja, será sempre bem-vindo para passear lá por dentro. Ler um livro, fumar qualquer coisa na beira do lago, tomar um café com os moradores… Em Christiania o povo abriga tudo o que é gente, inclusive moradores de rua. O meu namorado, que já morou por lá antes de começar a viajar, escreveu algumas coisas para o próximo post e com certeza sabe explicar melhor que eu. É super impossível escrever em um só post
*** Todas as fotos desse post foram tiradas por mim, então plz creditem se quiserem usá-las! XXX





