Fashion as Profession » Opinião
22
nov
  100% – ALMOST! – moletom

100% CINZA D

Como a maioria imagina, SIM, já está super/mega/ultra frio em Londres e simplesmente não DÁ MAIS para sair sem sobretudo. Antes eu me arriscava bastante, conseguia jogar um camisão por cima e ser feliz… Mas não, não mais. Agora, além do camisão, eu jogo um sobretudo quentinho. Nesse dia, quando fui acompanhar minha sis na fantástica IKEA (depois post sobre!), tive que colocar meu camisão jeans da Diesel por cima do vestido para ficar mais quentinha…

O colar de vampiro é da H&M e também vem com outra corrente de “sangue”. A tiara é de alguma lojinha e me custou menos de R$10

Esse colar fofinho da H&M achei por acidente, num dia de bobeira antes da aula (isso que dá estudar na Oxford Street *DANGER!*). Tem uma corrente maior que vem com o “sangue” escorrendo, que deixa tudo mais divertidinho… Mas né, nem tudo combina com vermelho e nesse dia quis ser mais “enxuta” e usei só os dentinhos. Acho que tudo custou umas £4. A tiara é de uma lojinha tosca e foi igualmente barata, além de ser uma ÓTIMA saída para pessoas “prefiro-meu-cabelo-sem-nada” como eu.

Sobretudo de moletom Punkyfish e tênis Converse All Star, de ANOS e ANOS

O sobretudo de moletom foi paixão à primeira vista, tanto que comprei o último que tinha e era um tamanho maior que meu manequim. A loja é meio “minas-do-rap” de Londres e fica na feira punk de Camden Town (foi onde comprei). Mas também tem uma loja na Oxford Street, para constar. A Punkyfish chama a atenção por algum motivo, não vou negar, mas é 80% breguinha… Mas nada que me impeça de ir lá de vez em quando e ver as promoções maravilhosas/peças básicas que eles têm. Esse sobretudo me custou uns R$60 e é um super coringa, sério. Os tênis eu comprei em Brasília mesmo, há eras, e são os meus companheiros de sempre… Nada como um All Star )

Vestido TNG, camisão jeans Diesel e anel (mais um!) H&M

O vestido é da minha sempre amada TNG, que achei em uma loja de São José dos Campos (estava lá a trabalho, mas ok) e também foi super em conta. As mangas dele podem ser transformadas em tomara que caia e são trabalhadas, com um pouco de tecido caindo. É a coisa mais linda, mas só vendo mesmo porque não dá para explicar. HAHAH O anel é mais um da nossa velha conhecida coleção de animais, só que esse é vendido sozinho. Os outros desse post aqui são vendidos juntos, por £10. O de cobra, sozinho, sai por £3. E para quem encomendou os anéis para mim, vai o recado triste: NUNCA MAIS ACHEI NENHUM. Qué qué (

Acho praticamente impossível falar de moletom sem falar da coleção inverno 2009 da Osklen e do quanto me arrependi de não ter comprado os tênis da coleção. Claro que um par era bem, mas bem overpriced (aliás, qual marca brasileira é barata mesmo!?), só que com certeza seria um bem coringa no meu armário. Nesse link da ELLE dá para vê-los, já que não achei nenhuma pic em alta resolução. Alguém se lembra daquele achado na Kipling de Knightsbridge, a bolsa de moletom gigante e super em conta? Bom, eu lembro e preciso ver se ainda a acho por lá…

Não lembro o preço direito, mas era algo em torno de £50. PRE-CI-SO!

: : Punkyfish
190 Camden High Street
Camden Town
020.7482.6686







28
jul
  Londres: iG + livro e guia!

Livro “Mari na Inglaterra”: escrito pela minha irmã, lançado em 2007 e um guia que eu REALMENTE recomendo!

Esse post pretende ser uma mão na roda para os que vivem me perguntando (via formulário de contato, ali ao lado esquerdo) sobre como é morar em Londres, sobre a Central Saint Martins e tudo o mais. Nessa semana a entrevista que dei ao jornalista/blogueiro Glauco Sabino, do Descolex, finalmente foi ao ar no site iG. Na matéria, ele deu ótimas dicas para quem quer conhecer o lado fashion de Londres e eu entrei no embalo como um exemplo de “brasileira que investiu”. Para ler, basta clicar aqui. Acho ótimo quando vejo esse tipo de matéria, porque acreditem: para se mudar, tem que se informar até não conseguir mais. O que não consegui achar na Internet, por exemplo, eram relatos bem pessoais sobre como é a vida de um brasileiro em uma cultura tão diferente. Logo na Internet, um espaço super democrático que não tem fim… Fiquei meio chocada. O bom é que minha irmã mais velha, Mariana Caminha, lançou em 2007 o livro “Maria na Inglaterra – Como estudar na ilha… e se divertir fora dela”, onde transformou o blog que mantinha na época em um livro informal e cheio de histórias engraçadas.

Na segunda foto, um comentário meu (“Malica” é meu apelido) sobre um show do Jamiroquai em Londres. Tinha uns 16 anos, PERDÃO.

O bom do livro, além das histórias que deixam uma lição estilo “me lasquei, então NÃO FAÇA O MESMO”, é que ele vem recheado de dicas do tipo:

1. Onde alugar carro,
2. Onde pesquisar bons albergues,
3. Onde comprar passagens de trem para viajar pela Europa,
4. Um guia ENORME das melhores e mais famosas lojas tipicamente inglesas,
5. Onde aprender sobre o funcionamento da burocracia dos vistos (ê, coisa chata!)…

Outra coisa bacana é que, de assunto em assunto, ela inseriu comentários que amigos/familiares deixaram no blog. Até minhas melhores amigas apareceram! HAHAH Mas não se engane: o livro não é apenas o relato de uma brasileira na terra da Rainha, mas sim uma brasileira jornalista que foi estudar na Inglaterra. Ou seja: todo o processo de bolsa de estudos, ralação para conseguir a viagem… Tudo está lá. Como boa irmã caçula, irei transcrever um trecho do livro aqui. Afinal, se não fosse por ela e o meu cunhado, eu não moraria tão bem em Londres (estaria me estressando com companheiros nojentos de flat de outras culturas), não teria realizado o sonho de estudar na Central Saint Martins, não teria conhecido o meu namorado e também não seria tia do Fabrício (o fofo chega em janeiro).

: : Trecho para dar o gostinho…

“O brasileiro que vive no exterior é encarado, diz o meu noivo Alexandre, ‘como Saci Pererê – um mito’. E é mesmo. Basta descobrir que você vem lá da terra do Pelé pra todo mundo começar a falar sobre futebol, samba, verão… Impressionante! Contrariamente ao que se pensa aqui no Brasil, quando se vive lá fora todos esses estereótipos são, de certa forma, aceitos por nós. E, curioso, é exatamente de tudo isso que a gente sente falta. Todo esse ‘pacote verde-amarelo’ faz com que nós sejamos recebidos como estrelas em qualquer lugar do mundo. Não há quem não goste da gente. Mas ser brasileiro não nos exime das tarefas comuns a todos os estudantes de todos os países…

BLOG – 05/08/2005
Fim de semana = lavar roupa, lavar banheiro (eca!), escrever 2000 palavras, dançar, dormir, acabar com a única lata de leite condensado que achei aqui. Cara, que saudades! Melhor do que isso soh se eu encontrasse Farinha Láctea + Nescau. Hummm…”

Olha o autógrafo que ela me escreveu: “que sirva de inspiração”… E não é que serviu!? )

Para quem se interessou, a Mariana também é colunista do Blog do Noblat, do jornalista Ricardo Noblat (O Globo). Às segundas, ela escreve por lá uma coluna sobre o que acontece em Londres. Já o twitter da fofa é esse aqui.

: : “Mari na Inglaterra”, de Mariana Caminha

Título original: “Mari na Inglaterra – Como estudar na ilha… e se divertir fora dela”
Para comprar no Submarino: clique aqui!
Ano: 2007
Páginas: 181
Editora: Thesaurus